quarta-feira, 10 de setembro de 2014

My mistakes were made for you






Passo a vida a correr, numa luta constante. Numa luta comigo, com o mundo. De forma inconsequente, tento mudar a vida dos que me são próximos. Tento tornar a vida menos cinzenta, monótona e difícil. Dar lhe mais cor… Mais significado e força.

No entanto, no meio desta rotina estilhaçada de tédio e frustração em que me fui enrolando, vou acumulando erros. Erros, esses que me marcam para sempre. Erros que são cometidos pela pressão de tentar dar tudo o que tenho, de dar mais do que posso dar, dar tudo a que eu acho que as pessoas de quem eu amo têm direito.

Cor, significado e força. As coisas que mais me dão as pessoas de quem eu amo. E eu simplesmente tento retribuir, de forma desastrada, pouco coordenada e eficaz, com todos os meus esforços.

E de todas as pessoas, quem reúne mais esforços para devolver toda essa cor, significado e força que me dão, és tu. Toda essa pressão e anseio de te fazer feliz é culpa de ti. E a pressão levou aos erros. Os erros à distância. Distância cavada pelos erros que ambos cometemos.

E de todos os erros que cometi na vida, arrependo me de poucos. Provavelmente, iria repeti-los a todos, com um sorriso nos lábios. Sobretudo tu, o meu maior erro. E podia pedir perdão, desculpar-me, mas não! Não desculpar-me-ei por errar por te querer dar o mundo, querer dar tudo o que mereces. Não irei chorar a pedir perdão por ter investido tanto de mim em quem mais amei. Não pedirei desculpas porque… My mistakes were made for you.

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