Passo a vida a correr, numa luta
constante. Numa luta comigo, com o mundo. De forma inconsequente, tento mudar a
vida dos que me são próximos. Tento tornar a vida menos cinzenta, monótona e
difícil. Dar lhe mais cor… Mais significado e força.
No entanto, no meio desta rotina
estilhaçada de tédio e frustração em que me fui enrolando, vou acumulando
erros. Erros, esses que me marcam para sempre. Erros que são cometidos pela
pressão de tentar dar tudo o que tenho, de dar mais do que posso dar, dar tudo
a que eu acho que as pessoas de quem eu amo têm direito.
Cor, significado e força. As
coisas que mais me dão as pessoas de quem eu amo. E eu simplesmente tento
retribuir, de forma desastrada, pouco coordenada e eficaz, com todos os meus
esforços.
E de todas as pessoas, quem reúne
mais esforços para devolver toda essa cor, significado e força que me dão, és
tu. Toda essa pressão e anseio de te fazer feliz é culpa de ti. E a pressão
levou aos erros. Os erros à distância. Distância cavada pelos erros que ambos
cometemos.
E de todos os erros que cometi na
vida, arrependo me de poucos. Provavelmente, iria repeti-los a todos, com um
sorriso nos lábios. Sobretudo tu, o meu maior erro. E podia pedir perdão,
desculpar-me, mas não! Não desculpar-me-ei por errar por te querer dar o mundo,
querer dar tudo o que mereces. Não irei chorar a pedir perdão por ter investido
tanto de mim em quem mais amei. Não pedirei desculpas porque… My mistakes were made for you.
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