sábado, 8 de novembro de 2014

Aquele nó cego entre amor e nostalgia




Noite de festa. Saida com os amigos, tudo em grande. O Vodka e o safari são convidados mais uma vez em mim se alojarem. As garrafas vão ficando vazias com a mesma velocidade que o vírus da Ébola se propaga. E a noite não pára. Não pode parar pela ingenuidade e inconsequência de uma adolescência transformada em juventude adulta por um par de anos. E no meio desta correria tanta coisa acontece a noite. As músicas, as lembranças, os olhares e a atracção, o desamor e a tristeza. Tudo isto acontece numa só noite. As músicas levam a lembranças de dias distantes. Lembram-me de amor. De como era bom dançar certas músicas agarradinho a quem se gosta. Mas também me lembram que estou solteiro, e que no meio daquela confusão até pode estar uma história de paixão. E no meio de mamas de push up, e rabos empinados, vejo sempre uma cara bonita. Uma cara que me acalma, que me faz pensar em como amar é tão melhor do que paixões de uma noite.   

            É nestes momentos que penso no quão romântico incurável sou. De como apesar de todo o sofrimento que já passei, continuo a acreditar no amor. Aquela esperança de encontrar AQUELA pessoa, esmorece mas nunca vai desaparecer. Quero voltar a ter um grande amor, e sei que um dia o vou ter. 

            Enquanto não o tenho, vou vivendo na ilusão de as pessoas serem mais interessantes do que realmente são, e depressa o interesse desaparece. Paixões de dias, interesses provocados por corpos ardentes, superficialidade, ou o mínimo de interesses em comum. Tudo desaparece. Tudo é diluído na memória, ofuscado por quem nela vagueia. Amor antigo que me assombra até ao fim dos dias por ter sido tão grande como efémero.

E uma noite de festa, torna-se uma noite de nostalgia. Uma noite de possível pegação, torna-se a releitura de todas as mensagens importantes que trocamos. E o telemóvel fica por horas com o teu contacto aberto, á espera daquele toque destemido para voltar a ouvir a tua doce voz. Talvez seja isto ainda amor, talvez seja apenas e só a nostalgia de um tempo que já passou.

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