segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

E que saudade...

Passo os dias a pensar. A pensar em como eram bons outros tempos. Tempos esses em que tudo era mais simples. 

 Rostos familiares invadem a minha mente, enquanto a saudade o faz no meu coração. E que saudade, tenho de ter certas pessoas ao pé de mim. Os meus amigos. Aqueles a quem prometi nunca abandonar, sempre que a vodka ganhava sobre a minha inibição de dizer certas coisas. 

Dizer e escrever. Certas pessoas sabiam que uma mistura de vodka, whiskey e rum corria de mim sempre que recebiam uma mensagem as 5 da manhã. Sabiam que eu estava no meu estado mais puro quando o mais puro que o meu sangue tinha era o álcool. E eu abria o meu coração e dizia tudo na cara das pessoas. E chorava agarrado a elas, que nem uma criança sem o seu brinquedo favorito, quando eu realmente não o tinha.

Eu na altura pensava que não estava bem. Que não era muito feliz. Hoje sei que o era. Feliz. Com amigos a minha volta. Hoje não sou assim. Os rostos vão ficando cada vez mais desfocados na minha mente. As noites se tiverem a companhia indecente do álcool serão passadas a contemplar mais um casal apaixonado ou um grupo de amigos forte, com um olhar de inveja e algum ódio. E hoje as 5 da manhã não saberei a quem mandar mensagem... Não me agarrarei a alguém a chorar... Não direi a alguém que a amo, seja apenas em amizade ou em amor de paixão... 

E que saudade de fazer isto tudo...

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