Deitado sem forças de tanto lutar
para perceber que sentido faz tudo isto. A vida, a rotina, o dinheiro, as
guerras, a sociedade, a pobreza e a riqueza que não passam afinal de estados de
alma.
Enquanto mais penso, mais
incorrecto fica o meu raciocínio, mais pesado o meu consciente, mais triste a
vida, mais lento o mundo. Ate que tudo fica parado, o silêncio impera e eu desisto.
Nesse instante o meu inconsciente transforma-se em sala de cinema. Em exibição
o filme da minha vida. Cada cena vivida na primeira pessoa, em que cada alegria
e cada desilusão fazem parte do meu ser. Em que as personagens são me mais que
caras familiares, são um complemento do meu ser. Um filme sem possibilidade de
cenas cortadas, em que apenas fica o arrependimento do que apenas fizemos mal
ou do que simplesmente não fizemos. Em que por vezes interrogamos o porque do
realizador ter dado aquele destino a certa personagem. E no final saímos com a
sensação que o fim poderia ser diferente.
Abro os olhos e levanto me com
uma nova força disposto a lutar até ao fim contra o absurdo da vida. O sentido
da vida é o que eu quiser que ela seja. O sentido da vida é os meus sonhos e as
minhas ambições; são as pessoas que me fazem feliz e o que eu faço por elas.
Mais nada faz sentido, se não isto, e é por isto que estou disposto a lutar até
ao fim.
O sentido da vida sou eu até
porque o realizador do tal filme sou eu e apenas eu.
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