segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Aquele filme...




Deitado sem forças de tanto lutar para perceber que sentido faz tudo isto. A vida, a rotina, o dinheiro, as guerras, a sociedade, a pobreza e a riqueza que não passam afinal de estados de alma.  

Enquanto mais penso, mais incorrecto fica o meu raciocínio, mais pesado o meu consciente, mais triste a vida, mais lento o mundo. Ate que tudo fica parado, o silêncio impera e eu desisto. Nesse instante o meu inconsciente transforma-se em sala de cinema. Em exibição o filme da minha vida. Cada cena vivida na primeira pessoa, em que cada alegria e cada desilusão fazem parte do meu ser. Em que as personagens são me mais que caras familiares, são um complemento do meu ser. Um filme sem possibilidade de cenas cortadas, em que apenas fica o arrependimento do que apenas fizemos mal ou do que simplesmente não fizemos. Em que por vezes interrogamos o porque do realizador ter dado aquele destino a certa personagem. E no final saímos com a sensação que o fim poderia ser diferente.  

Abro os olhos e levanto me com uma nova força disposto a lutar até ao fim contra o absurdo da vida. O sentido da vida é o que eu quiser que ela seja. O sentido da vida é os meus sonhos e as minhas ambições; são as pessoas que me fazem feliz e o que eu faço por elas. Mais nada faz sentido, se não isto, e é por isto que estou disposto a lutar até ao fim.  

O sentido da vida sou eu até porque o realizador do tal filme sou eu e apenas eu.

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