“A vida é uma merda”, dizia ele
despreocupado enquanto acabava de beber a garrafa de vodka.
Quando tas bêbedo, os problemas
deixam te de preocupar, e dizes tudo com a genuinidade que perdeste desde que
deixas-te de ser criança. Passas a noite a divagar e a construir uma conversa
tendo como alicerces criticas tão cheias de álcool como de verdade. Criticas
sobre a vida, sobre os que te deixaram, do que passou, sobre as pessoas de quem
sentes falta e do que querias ter mas não tens. E talvez, no final dessa noite,
vislumbres no final de mais uma garrafa como tudo era melhor no passado. Nós praticamente
perdemos tudo que valha a pena viver para ter, ver e luta, e nem nos
apercebemos disso. E a pior parte é que todos nós já pensamos assim.
E aqui estamos no fim da noite,
num mundo em que todos estamos tão desesperados para sentirmos algo, qualquer
coisa, que batemos uns nos outros, despegados de emoção e estragamos os nossos
caminhos para a felicidade ao longo da nossa existência.
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