Aqui estou eu na paragem. Quer
faça sol, quer faça chuva, eu aguardo sereno. Vejo o que está ao meu redor, os
casais aos beijos, a velhinha a queixar-se do tempo ou de outra coisa qualquer
com um conhecido meu, aquele grupo de amigos sempre na palhaçada.
Por vezes, falo com algum amigo
meu na mesma situação, fazendo o tempo voar. Outras, vejo AQUELA rapariga, a
que me faz suspirar. Não só pela sua beleza física, mas por toda uma
personalidade que me suga a atenção e o fascínio. Mas enquanto espero, pessoas
saem noutros autocarros para um destino distante do meu, saindo da paragem. E
enquanto umas saem, outras chegam. São interações que desaparecem, são
interações que acontecem. E o tempo passa, enquanto não chega o autocarro.
A espera, por vezes, chega a ser
frustrante. Vês autocarros a partirem e o teu a nunca chegar. A pressão de
chegar é asfixiante. Ainda não cheguei ao meu destino, e o tempo continuar a
passar. Na minha cabeça passam milhares de pensamentos, sendo a conclusão
sempre a mesma, “será que o meu autocarro nunca chegará?”
Olho mais
uma vez em redor, as pessoas que me rodeiam não são as mesmas. A paragem parece
mais opaca e vazia. Aguardo cada vez mais impaciente para chegar ao meu
destino. Espero um dia lá chegar porque esta paragem, é a minha vida.
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