A sala do bar estava fria apesar dos raios de sol de primavera que entravam pela janela. Ele entre olhava todos os que tavam em seu redor. Desde o grupo de estudantes que se riam após um dia de aulas, até a empregada jovem que lhe sorria sempre que o via, todos pareciam diferentes. Ele já não era capaz de ver o brilho nos seus olhos, os risos eram de um silêncio ensurdecedor para ele. A preocupação dentro dele crescia enquanto ele parecia mais fraco e sem sentido.
E eis que quando ela entrou na sala o silêncio desapareceu, dando lugar a uma mistura de risos e pensamentos confusos. Muitos chamariam aquilo de encontro, mas de encontro tem pouco. a tensão era sufocante como napalm numa guerra. Ela forçou um sorriso, como se tivesse entediada, ele retribuiu o sorriso de forma sincera. como e que chegamos a isto,pensou ele, vendo que para ela aquilo era entediante, como parte de uma rotina.
— Precisamos de falar, disse ela, isto não pode continuar. Nós não passamos de crianças passando os dias a gritar ou a brincar....
Ele interrompeu a, recebendo dela uma cara seria e feia, decidido a pára la...
Segui se um silêncio... Ela olhava pela janela vendo agr um céu encoberto por nuvens negras....
— Vai chover, e eu não tenho roupas para a chuva, disse ela.
Ele olhou para ela e para a rua. Abanou a cabeça em sinal de conformismo, aceitando a ideia dela.
—Nenhum de nós tem que se molhar. Se sairmos agr evitamos a chuva. Disse ele com a voz trémula.
Ela baixou a cabeça e pareceu triste. Ele apenas pensava se um beijo seria muito a pedir. E quanto mais pensava, mais via que o que pedia era impossível. Levantou se da cadeira e quando passou por ela disse:
—talvez seja muito a pedir, mas eu não me quero molhar... Não enquanto o que eu quero e um beijo teu
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